a) Escolha do Lugar (sede)Existem na grande Belo Horizonte 5 saídas para outros estados, a saber: São Paulo, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Triângulo Mineiro. As 03 primeiras saídas apresentam topografia montanhosa, alta altitude e consequentemente clima frio. A saída para o Distrito Federal é quente, apresenta vegetação de cerrado, porém a água apresenta pH elevado devido aos altos níveis de carbonato de cálcio. Escolheu-se então, a saída para o Triângulo Mineiro, clima quente, vegetação de cerrado, habitat natural de C. walkeriana, altitude de 850m e água natural, com pH de 5,8. A Cidade de Mateus Leme onde foi implantada toda a estrutura para aclimatação está localizada a apenas 60 Km da Capital de Minas Gerais, Belo Horizonte. A localização específica é S.20°00’15.9’’ WO.44°26’13.2’’. b) As matrizesForam adquiridas boas matrizes da região e fora dela. Além disso, muitos colecionadores que acreditam no projeto emprestam suas matrizes para a realização dos cruzamentos. A característica da flor é fator determinante. Quando florescem simultaneamente várias matrizes o cruzamento é realizado de imediato. Caso isto não ocorra, as políneas são guardadas em pequenos envelopes e conservadas em cloreto de cálcio até que ocorra a floração de uma boa matriz receptora. Esta espera pode durar até 18 meses. Não são utilizadas políneas por um período maior de tempo.
c) Laboratório O laboratório está implantado na própria residência do Dr. Daniel e Raissa, na Cidade de Belo Horizonte. Tem o acompanhamento e supervisão direta da Raissa. As cápsulas normalmente são colhidas com idade de 10 meses e semeadas ainda fechadas. São realizadas na maioria das vezes 2 repiques. Esta metodologia permite a retirada de seedlings de C. walkeriana com aproximadamente 8 a 12 meses em média. d) AclimataçãoO plantio é realizado à partir do mês de agosto / setembro (primavera no Brasil) e se estende até abril. Todo o plantio é realizado em bandejas plásticas permitindo melhor manejo e racionalidade de espaço. A estufa é semi-aberta. Pois como mencionado acima, a região é habitat de C. walkeriana, apresentando um clima propício ao seu desenvolvimento. Nesta fase de aclimatação é o Dr. Daniel que faz o acompanhamento. Como o clima, à água, a altitude e o calor são propícios para esta espécie de orquídea é possível atingir bons tamanhos de seedlings num curto espaço de tempo.
 O projeto que foi idealizado e construído por um casal que adora as C. walkeriana já tem nome de Empresa: Walkeriana e Cia. Em breve a Walkeriana e Cia contará com um grande número de itens diferentes de cruzamentos de C. walkeriana. Após esta fase iniciará, então, a micropropagação de C. warnerii, planta nativa do Estado de Minas Gerias e Espirito Santo, muito apreciada no nosso meio. A história desse projeto nos traz alguns ensinamentos, preservar para futuras gerações, fazer o que se gosta, escolher o melhor lugar para a planta e não o melhor lugar para o orquidófilo. fonte e fotos de: Site Walkeriana & Cia
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