| Nomenclatura e Pronúncia para Orquídeas |
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Nomenclatura das Orquídeas por Carla Bettoni fonte: Blogue Só Orquídeas Os nomes das orquídeas são dados em latim ou grego clássicos, línguas mortas, para que sejam os mesmos no mundo inteiro e nenhuma língua viva prevaleça sobre a outra. Assim, orquidófilos de qualquer parte podem trocar idéias sobre as orquídeas sem fazer confusão. E como, felizmente, continuam a ser descobertas novas espécies, existe uma equipe especializada, chamada de taxonomistas, que recebe o registro de cada nova planta e lhe dá o nome adequado, em latim, de acordo com sua linhagem ou de acordo com algum detalhe que lhe seja característico ou, até latinizam um nome próprio dado à flor. A pronúncia também costuma oferecer dificuldades e há livros inteiros especializados no assunto. Por ex.: O conjunto de vogais "ae" lê-se "e". Ex.: Laelia (Lélia). Exceção: Aerides (Aérides).
Se você tem dificuldade em decorar os nomes, saiba que não está sozinho. Não é fácil para ninguém. Mas é um esforço necessário, se você quer realmente dedicar-se às orquídeas. Orquidófilo de verdade sempre procura usar o nome correto de suas plantas, nomes populares variam de cidade para cidade, de região para região; então, se o nome popular fosse usado, teríamos uma imensa confusão e nunca teríamos certeza de que, quando nos referimos a uma determinada planta, seríamos entendidos. Porém, quando nos referirmos a uma planta pelo seu nome científico, o mesmo usado por orquidófilos e orquidólogos de todo o mundo, seremos entendidos, independente do idioma, da forma de escrita de determinados países. Basicamente, as orquídeas podem ser divididas em dois grandes grupos : espécies e híbridos. As espécies são plantas originadas na natureza e são descritas por taxonomistas. Os híbridos são o resultado do cruzamento entre mais de uma espécie e podem ser subdivididos em híbridos naturais, os que ocorrem na natureza e que são o resultado de cruzamentos por agentes naturais de polinização (insetos, pássaros, etc), e híbridos artificiais, cujo agente polinizador é o homem. A nomenclatura das orquídeas segue um conjunto de regras convencionadas, que são respeitadas em todo o mundo. O nome de uma espécie de orquídea, isto é, o seu nome específico, consiste de dois termos escritos em latim. O primeiro termo é o "nome genérico", o nome do gênero ao qual a planta pertence, tais como Cattleya, Laelia, Vanda, Cymbidium. O segundo termo é o epíteto específico, e indica a espécie, que pertence aquele gênero. Os dois termos juntos, isto é, o nome genérico e o epíteto específico constituem o nome da espécie, o "nome específico". Quando impresso, o nome específico deve estar em itálico. O nome do gênero começa sempre com letra maiúscula (segundo recomendação do código botânico) e o epíteto específico encrito em itálico e sempre com letras minúsculas, mesmo que derivado de nomes próprios. Exemplo: Cattleya skinneri é o nome específico, o nome da planta de uma espécie da qual Cattleya é o nome genérico e skinneri o epíteto específico. Quando se referir à variedade, um terceiro termo é adicionado junto com a abreviação "var.". Este terceiro termo, também escrito em latim, é chamado de "epíteto varietal" e os três termos juntos constituem o "nome varietal" da planta. Quando se escreve o epíteto varietal, este deve ser em itálico , mas a abreviação "var." deve ser escrita em romano, ambos com letras minúsculas. Exemplo: Cattleya walkeriana var. alba é o nome varietal da espécie Cattleya walkeriana, do qual Cattleya é o nome genérico, walkeriana o epíteto específico e alba o epíteto varietal. O epíteto cultivar é um nome fantasia, isto é, não na forma latina e escrito em romano, sempre começando com letra maiúscula e entre aspas simples ('....'). Não devem ser usadas aspas duplas. Quando adicionado ao nome específico de uma espécie é o terceiro termo, mas quando adicionado ao nome varietal de uma variedade botânica, se torna o quarto termo. Em ambos os casos constitui o "nome cultivar" de uma determinada planta. Exemplo: Laelia anceps 'Mistral' é o nome cultivar da espécie Laelia anceps, da qual 'Mistral' é o epíteto cultivar.
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