| OrquidaRIO 2008 - #3 |
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CALIMANExposição do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, OrquidaRio, setembro de 2008 por Carlos Keller
Cattleya schilleriana tipo (2º lugar na categoria)
No podium estava uma segunda Cattleya schilleriana, esta com melhor forma, embora com flores um pouco menores, que ostentava 5 flores na mesma haste e pétalas largas para a espécie. O Caliman deu à ela o nome clonal de OrquidaRio em homenagem à nossa associação. Os juízes da AOS impressionados com tudo o que viam, mediram as flores com muito critério e depois de muita conta deram à planta um AM (Award of Merit) de 84 pontos.
Cattleya schilleriana ‘OrquidaRio’ (1º lugar na categoria e melhor espécie nacional)
Como se pode ver lá no fundo, dentro do cachepot, o substrato é uma mistura nada ortodoxa de pedaços de casca de peroba com fibra de xaxim, tudo inserido dentro de um cachepot de madeira. Como esse tipo de plantio não é o usual, deduzi que o Caliman para não mexer muito nas raízes, vai inserindo a planta à medida que ela cresce, de um vaso no outro ou de um cultivo no outro, sem desmontar o anterior. Aqui ao que parece, a Cattleya schilleriana estava plantada numa casca de peroba e quando ela cresceu ele a fixou dentro de um cachepot de madeira e completou o resto do espaço com mais pedaços de casca de peroba, usando a fibra de xaxim para “cimentar” a mistura. Pelo jeito ele não se preocupa muito com a acidificação do substrato, mas não devemos copiá-lo sem critério, pois as suas condições ambientais são por certo muito melhores que as nossas. Segue abaixo a foto do diploma que a planta recebeu da AOS.
Com C. schilleriana e C. warneri de tão boa qualidade, não é de se estranhar que ele tenha belíssimas Cattleya Whitei, que é o híbrido entre as duas acima. Escolhi uma tipo e uma rubra para ilustrar este artigo. Seguem elas abaixo:
Cattleya Whitei rubra (schilleriana x warneri)
Cattleya Whitei tipo (schilleriana x warneri)
Vocês todos conhecem este híbrido. A Cattleya Whitei coerulea é um híbrido muito popular entre nós e se vocês tentarem lembrar, as pétalas e sépalas desse híbrido costumam ser finas e meio enroladas. Elas seguem a influência da Cattleya schilleriana. Vejam a largura das pétalas dos híbridos acima. Uma beleza! Esta segunda, a tipo, estava plantada em um cachepot de madeira com fibra de xaxim e esse cachepot depois que a planta cresceu, foi inserido dentro de um maior e o espaço ao redor entre o maior e o menor foi preenchido com mais fibra de xaxim. O substrato do cachepot menor, mais antigo, por certo já deveria estar velho e acidificado, mas a planta não parecia se ressentir disso e ostentava folhas enormes, como se pode ver na foto abaixo.
Embora as plantas aparentassem muito vigor, elas não eram plantas grandes, pois acredito que divisões sejam constantemente retiradas da planta principal. Isso com certeza não é a regra do orquidário, haja vista a Laelia jongheana alba, que era uma touceira enorme sem ter indícios de ter sido jamais dividida. Todos sabem o preço de uma divisão de uma Laelia jongheana alba... A tentação de vender deve ser grande, mas só mantendo a planta na sua integralidade é que se consegue esses exemplares memoráveis. |


