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Qual tipo de orquídea você gosta mais?
 
Cultivar orquídeas é contribuir para a conservação de uma das mais preciosas plantas que a natureza criou. É ter perto de si um ser encantado, que nos envolve, exigindo apenas um pouco de cuidado e que cada ano, nos presenteia com lindas e atraentes flores.
Tillandsia caput-medusae PDF Imprimir E-mail

por  Carlos Keller
Rio de Janeiro - RJ
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Tillandisia
Tillandisia

Caput-medusae significa "cabeça de medusa", nome bem apropriado para esta rara Tillandsia. A medusa que o autor quis se referir não é a medusa do mar, mas sim a medusa da mitologia, a mulher com a cabeça cheia de serpentes. Bastava um olhar do monstro para que as pessoas virassem pedra! Esta Tillandsia é nativa do México e norte da América Central, vegetando em árvores com poucas folhas em regiões secas e a pleno sol. Tive a oportunidade de ver algumas crescendo em galhos finos de árvores secas às margens da rodovia que liga a Cidade do México à Acapulco, já na baixada, ao nível do mar. Me arrependo até hoje por não ter convencido os amigos que seguiam comigo a parar o carro para que eu pudesse pegar uma muda. Hoje sei que quem gosta de plantas não pode viajar em grupo...  Por 35 anos eu guardei este vasinho do Havaí feito de pedra vulcânica, à espera de algo que com ele combinasse e esta Tillandsia é perfeita.  Acabei ganhando este exemplar da Rosário Braga, presidente da OrquidaRio, nossa associação orquidófila. A planta está amarrada em um toquinho de peroba, o qual está inserido no buraco em cima da cabeça, buraco esse com uma drenagem em baixo. Tillandsia não gosta de substrato e madeira dura é o máximo que as suas raízes toleram. Até o xaxim a incomoda. Com o tempo a pedra porosa da figura irá adquirir uma linda cobertura de musgo verde, o qual combinará bem com as flores cor de maravilha e vermelho que esta Tillandsia nos oferece.

 
Orquídea na Rua PDF Imprimir E-mail
Orquidea de Rua
Orquidea de Rua
Orquidea de Rua
Orquidea de Rua
Orquidea de Rua
Orquidea de Rua

por Carlos Keller
Rio de Janeiro - RJ
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Há exatamente dois anos atrás, por coincidência no mesmo dia de hoje, 24/07/09, eu fotografei uma Bc. Pastoral que está plantada na casca meio solta de um tronco seco, de uma árvore morta, no mesmo quarteirão da minha casa aqui no Rio de Janeiro, em Ipanema. Embora todas as condições pareçam ser adversas para a manutenção da vida de uma orquídea, esta Pastoral continua firme e mais bela à cada ano, florindo com a precisão de um relógio. A primeira vista, o local onde a planta está instalada parece ser inóspito, mas se examinarmos com mais detalhes as suas condições, poderemos ver que os 3 pilares básicos de sustentação de um ambiente favorável ao cultivo de orquídeas estão ali presentes: luz, umidade e arejamento. Não sei até quando o substrato, que é o tronco, irá se manter de pé. Um dia ele irá tombar, pois está podre e levará com ele esta tão bela orquídea. O único cuidado que a Bc. Pastoral e mais alguns Denphal e Phalaenopsis que ali também estão plantados recebem é uma ocasional rega no verão, feita pelo porteiro do prédio em frente e feita de lonje, pois a mangueira do esguicho até ali não chega. No verão a planta sofre muito, fica amarela e regride de tamanho. É a época do sol à pino, sol forte e quentíssimo, que aqui no Rio pode chegar aos 40°C ou mais. Nessa época, o mar que está próximo é calmo e a maresia quase não atinge as plantas do outro lado da rua. Algumas noites se mostram com uma forte neblina, mas esse não é um evento regular. A Pastoral sofre, mas não morre. Fica ali esturricada, quieta, só esperando uma época melhor para voltar a vegetar. Pelo jeito, as doenças também morrem nessa época estéril, pois as folhas da Pastoral dos Denphal e dos Phalaenopsis estão limpas e sem pragas. Aos poucos vai chegando o inverno, que aqui em Ipanema é ameno, com temperaturas nunca abaixo dos 16°C e isso só de madrugada. O sol muda de posição e o seu arco gira por trás do prédio na frente do qual a Bc. Pastoral está plantada. Protegidas da forte insolação, as folhas recuperam a linda cor verde e começam a mostrar saúde. Os ventos que vêm do sul e deveriam ser nocivos, parecem não lhe trazer maiores problemas, pois eles chegam carregados de umidade e aquecidos pelas quentes águas rasas de Angra dos Reis. Dos ventos de leste, estes sim secos e muitas vezes esfriados pelas gélidas águas de Arraial do Cabo, a planta está protegida pelo edifício onde moro, um pouco mais à frente. O arejamento existe, mas ele não desidrata a planta, pois o ar que circula está saturado de umidade. A luz é forte, pois não existe vegetação acima das orquídeas, a não ser por um cacto mandacaru que não faz sombra alguma. O sol, no entanto, não é mais direto nessa época. O mar no inverno fica com ressaca e as fortes ondas elevam uma grande quantidade de umidade e maresia que atinge as plantas continuamente. Talvez os sais contidos na maresia lhe sirvam de alimento, uma espécie de adubação foliar, não sei dizer. O que posso afirmar é que até a calçada de pedra portuguesa que fica ao redor do canteiro onde estão as orquídeas, fica com um lindo musgo cerrado nos vãos das pedras e esse musgo suporta bem o pisoteio dos pedestres que usam a calçada. Sem umidade ambiente esse musgo não existiria. E assim segue a vida desta linda Bc. Pastoral, em plena calçada de Ipanema, dando à nós orquidófilos uma interessante lição de cultivo.

 
Cattleya trianaei semi-alba ‘Alan’ PDF Imprimir E-mail
por Carlos Keller
Rio de Janeiro - RJ
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A variedade semi-alba na Cattleya trianaei sempre foi e continua sendo rara. Poucos clones são conhecidos, estando eles de posse de coleções particulares ou orquidários comerciais, dificilmente estando acessíveis ao grande público. O clone mais conhecido e difundido é o ‘Okada’, que a meu ver não é uma C. trianaei pura. É mais um daqueles híbridos ocultos que circulam por muitos anos pelo mercado até serem notados como falsos. O labelo da ‘Okada’ é redondo demais e crespo demais para uma trianaei pura. Este é mais um motivo pra que eu envie material desta planta aqui fotografada para o laboratório de meristemagem e só não o fiz ainda, porque a planta não está forte o suficiente para a retirada. Cheguei a cortar as flores da touceira, deixando apenas duas para não sacrificar a planta. Agora ela segue para o transplante e espero que se recupere logo.

Cattleya trianaei semi-alba
Cattleya trianaei semi-alba Cattleya trianaei semi-alba

 

 
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