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Qual tipo de orquídea você gosta mais?
 
Orquidófilos são aqueles que cultivam e colecionam orquídeas. Geralmente, são pessoas que gostam e cuidam de plantas.
Gongora quinquenervis alba PDF Imprimir E-mail
Gongora quinquenervis albaGongora quinquenervis alba
Gongora quinquenervis albaGongora quinquenervis alba
Gongora quinquenervis alba

Esta Gongora é nativa do noroeste da América do Sul, abrangendo o Perú, Equador, Colômbia, Venezuela e a ilha de Trinidad. Ela vegeta como epífita, muitas vezes consorciada com formigas, desde o nível do mar até uma altitude de 1.400m. Os pseudobulbos são vincados e encimados cada um por duas folhas largas com cerca de 5 nervuras longitudinais, a origem do seu nome. As flores da forma tipo são cor de creme, salpicadas e rajadas de manchas cor de vinho. Existe uma variedade em que as flores são inteiramente purpúreas. A variedade alba é rara em cultivo e a planta da foto se originou de uma muda que ganhei de um grande amigo da Venezuela. O cacho floral de uma planta bem estabelecida em cultivo pode chegar a 60cm de comprimento. O exemplar da foto está plantado em um cachepot de madeira com sphagnum e brita nº1, mas a Gongora também pode ser cultivada em vasos, uma vez que as suas flores saem da base do pseudobulbo dirigindo-se para cima e não perfuram o substrato em direção ao fundo, como acontece, por exemplo, com as Stanhopea. Percebi que essa espécie necessita de uma adubação rica em nitrogênio, senão as folhas ficam amareladas. Isso provavelmente se deve ao fato, dela ter evoluído vegetando sobre formigueiros arbóreos, um substrato muito rico nesse composto. Esta é a primeira floração da minha planta e os botões demoraram muito a abrir. Uma vez abertos, no entanto, as flores tiveram a duração apenas de uma semana.

Carlos Keller
Rio de Janeiro - RJ
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Blc. Goldenzelle ‘High Noon’ PDF Imprimir E-mail
High Noon
High NoonHigh Noon

Já mostrei aqui vários clones de Blc. Goldenzelle, todos muito bonitos e o ‘High Noon’ não é exceção. Este é um cruzamento entre Blc. Fortune e Cattleya Horace e o híbrido foi registrado em 1982 por J. Hanes, que é um dos hibridadores do tradicional orquidário Stewart Orchids, de Carpinteria, California. É importante prestar-se atenção à grafia correta do nome, que é ‘High Noon’ (meio dia), pois muita gente escreve erradamente ‘High Moon’ (lua alta).

Carlos Keller
Rio de Janeiro - RJ
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Calanthe Rozel PDF Imprimir E-mail
por Carlos Keller
Rio de Janeiro - RJ
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Calanthe Rozel
Calanthe Rozel
Calanthe Rozel

Este é um Calanthe híbrido e é o cruzamento entre os também híbridos Calanthe Grooville e Calanthe Saint Aubin. Não é de se estranhar que existam muitos híbridos de Calanthe, uma vez que o primeiro híbrido feito na história foi um híbrido dessa espécie. O pioneiro que obteve tal façanha foi um jardineiro e orquidófilo de nome Dominy, que trabalhava na firma James Veitch & Sons, de Exeter, na Inglaterra. Dada a alta mortalidade das plantas importadas, gerando altos custos finais pelas plantas remanescentes, todo o mundo orquidófilo tentava reproduzir orquídeas em cultivo, até então sem sucesso. Dominy que era muito interessado no assunto comentou com um amigo seu também orquidófilo, o médico John Harris, que as flores da sua estufa não geravam sementes e mostrou ao médico uma bancada cheia de vasos de Calanthe floridos, mas sem nenhuma cápsula. O médico, que era versado em História Natural explicou a Dominy que a causa disso era a ausência de polinizadores naturais dessa orquídea na Inglaterra e principalmente dentro das estufas. Nelas nem as abelhas inglesas tinham acesso às flores. Ensinou também a Dominy onde ficavam as partes reprodutivas da flor e sugeriu à ele que fizesse a polinização de algumas flores manualmente. E foi isso o que Dominy fez. Levou à uma Calanthe masuca o pólem retirado de uma Calanthe furcata. Pronto! Estava feito o primeiro híbrido de orquídea da história, chamado de Calanthe Dominyi e o ano era 1853. Um ano depois, 1854, a cápsula com as sementes estava madura e aí surgiu o problema da germinação. Até então, já se tinha conseguido obter a germinação de sementes de orquídeas, mas os seedlings nascidos não prosperavam. Nós sabemos hoje que isso se deve à ausência do fungo mycorrhiza que age em simbiose com as sementes, nutrindo-as com açúcares e propiciando o seu desenvolvimento. Dominy semeou as sementes em vários tipos de substrato, desde terra, turfa, sphagnum, cortiça e muitos outros, mas em todos as plântulas nascidas das sementes não prosperaram. Por sorte, algumas sementes foram derrubadas da cápsula aos pés da planta mãe e essas sim prosperaram bem. O fungo mycorrhiza está presente nas raízes das orquídeas e ele agiu sobre as sementes, nutrindo-as até o seu pleno desenvolvimento. Essa informação é claro, foi mantida pela firma Veitch como um segredo fechado a 7 chaves. Em 28 de outubro de 1856, James Veitch compareceu ao escritório do botânico John Lindley e solenemente lhe comunicou que em seu estabelecimento tinham descoberto o segredo da multiplicação de orquídeas por sementes, bem como a formação de híbridos e que trazia como prova irrefutável, o próprio híbrido florido bem como flores cortadas das duas espécies de quem o híbrido descendia. O famoso botânico e orquidólogo examinou as flores cortadas e encontrando no híbrido as características reunidas de ambas as espécies de que foi originado, previu o alvoroço que aquela informação causaria no meio orquidófilo. Apesar do segredo da multiplicação das orquídeas ter sido mantido, outros orquidófilos aos poucos foram descobrindo esse método de se germinar sementes aos pés da planta mãe e o cultivo de orquídeas prosperou. Dominy continuou fazendo os seus híbridos e em 1860 publicou um artigo na revista Gardener’s Chronicle com ilustrações de um híbrido entre Cattleya maxima e Cattleya intermedia, batizado por Veitch com o nome de Cattleya Dominiana. Posteriormente o híbrido florido foi apresentado ao público, bem como as duas espécies que o originaram. Este não foi o primeiro híbrido de Cattleya a ser feito, mas isso é uma outra estória... A Calanthe da foto, por ser uma planta terrestre, está plantada numa mistura de terra vegetal, húmus de minhoca e areia. O vaso pode ser de barro ou de plástico e eu mantive o de plástico, pois a planta já veio nele. Foi presente de uma boa amiga. Inseri o vaso de plástico em um cachepot de madeira uma vez que todas as minhas orquídeas estão penduradas. A luz destinada à ela é a mesma luz destinada às cattleyas. Felizmente a Calanthe é uma orquídea que gosta de calor e tem se dado bem no Rio, apesar da falta da tão necessária queda de temperatura noturna. As hastes florais aparecem no inverno e demoram mais de 1 mês para abrirem completamente. Durante esse período, as lindas folhas plissadas que encimam os bulbos amarelam e caem deixando o que pode ser visto na terceira foto aqui mostrada. Eu cobri a terra com cacos de quenga de côco para proteger a terra de respingos fortes da água da rega e também as raízes superficiais. Até a queda das folhas a planta deve ser bem regada, mas após o desaparecimento delas, só se deve regar moderadamente enquanto as flores ainda estão abertas. Depois da queda das flores as regas devem ser totalmente interrompidas, podendo-se até deitar de lado o vaso na bancada para evitar que se molhe o substrato. Quando as folhas começarem a brotar novamente de novos bulbos, as regas devem recomeçar e podem ser copiosas, até a água sair pelo fundo do vaso. A divisão da planta se dá pela separação manual dos bulbos (em grupos de dois ou três) durante o período de dormência e é importante que se aplique fungicida nas partes cortadas. A Calanthe é uma orquídea extremamente decorativa e no passado chegou a ser a orquídea mais numerosa em cultivo no mundo. 

 
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