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Qual tipo de orquídea você gosta mais?
 
Quem adquire uma orquídea deve cuidar dela o mais próximo possível de como ela vive ao natural. Portanto, plante-a de um modo que imite as próprias condições do seu habitat.
Blc. Érica Porto ‘Antarctica’ PDF Imprimir E-mail
por Carlos Keller
Rio de Janeiro - RJ
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Este é um híbrido antigo feito pelo Exdra Porto cujo orquidário fica em Maricá, RJ. Érica é o nome da filha dele. Quem fez os registros para o Exdra foi o Roland Brooks Cooke, que registrou no RHS este híbrido em 1995. O cruzamento que o originou é C. Mary Lynn Mackenzie x Blc. Enid Moore e a cattleya que mais comparece na sua genealogia é a Cattleya mossiae, com 40%. O labelo é algo fantástico! Uma vez perguntei ao Exdra o porque dele ter nomeado de Antarctica uma flor que não era branca, afinal, o branco representaria melhor o continente gelado. – “Não meu filho, respondeu ele, a Antarctica que eu me refiro não é o continente, mas sim a cerveja! A cerveja que eu tanto gosto...”

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Cattleya percivaliana semi-alba ‘Farah Diba’ PDF Imprimir E-mail
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por Carlos Keller
Rio de Janeiro - RJ
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Todas as Cattleya percivaliana semi-alba de labelo escuro são tão parecidas, que acredita-se que ou sejam um self do clone ‘Carache’, ou até que sejam a mesma planta, a própria ‘Carache’, com outros nomes clonais. A história da ‘Carache’, que foi encontrada na natureza, eu já contei aqui. Além da ‘Carache’, as mais conhecidas são a ‘Farah Diba’ e a ‘Jewel’. ‘Jewel’ foi o nome que os norte-americanos deram para o meristema da ‘Carache’, feito pelo orquidário Orchidglade, da Flórida, dos orquidófilos Jones & Scully. É um nome cujo uso ficou mais restrito aos USA. Devido ao belíssimo labelo que lembra um camafeu, esse nome também é apropriado. ‘Farah Diba’ foi o nome dado a uma planta, cujas flores foram oferecidas (ou apenas nomeadas em homenagem) à imperatriz Farah Diba, esposa do xá Reza Pahlevi do Irã, durante uma reunião da OPEP que aconteceu na Venezuela nos anos 70. A flor é totalmente branca e o labelo em vários tons de roxo e bordô possui a garganta de cor de ouro velho. Já existem exemplares tetraplóides com flores maiores e melhor forma. 

 
Blc. Goldenzelle ‘Saddle Peak’ PDF Imprimir E-mail
por Carlos Keller
Rio de Janeiro - RJ
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A Blc. Fortune é um híbrido inexpressivo de 1963, que possui 60% de Cattleya dowiana. A flor é amarelo limão com o interior do labelo rajado de vermelho escuro. A forma é boa, mas as pétalas são estreitas para um híbrido Blc padrão. Mesmo assim esse é um híbrido conhecido por transmitir a cor verde e a amarela aos seus descendentes e, portanto, tem muito valor como matriz. O que o orquidófilo James Hanes do Stewart Orchids, de Carpinteria, Califórnia fez, foi tentar tirar descendentes desse híbrido com a cor verde ou amarela, mas melhorando a forma. Na época, 1982, essas cores ainda eram incomuns nos híbridos comercializados em massa. Para cruzar com a Blc. Fortune, ele só podia recorrer a uma matriz, a melhor matriz de todos os tempos, aquela que melhora e não aparece, a Cattleya Horace.

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 Juntando a Cattleya Horace com a Blc. Fortune, ele obteve um híbrido que teria um futuro impressionante, a Blc. Goldenzelle. Flor de boa forma e um labelo esplendoroso, o híbrido resultante desse cruzamento teve um sucesso comercial imediato. Mais de 20 clones da sementeira foram selecionados e meristemados e a maioria deles recebeu um prêmio com alta pontuação da AOS, consagrando esse híbrido também junto aos juízes. A cor básica dos clones selecionados varia desde o vermelho carmim ou tijolo, passando pelo amarelo limão, amarelo palha, até chegar ao verde. O que todos eles têm em comum entre si é a tonalidade pastel que sempre apresentam. Esta aqui da foto, a ‘Saddle Peak’, surgiu mais recentemente no mercado e aqui no Brasil é distribuída exclusivamente pela Florália. A flor é cor de salmão com veios amarelos, uma tonalidade rara em flores grandes. Acredito que seja uma questão de tempo, para que o clone ‘Saddle Peak’ comece a faturar prêmios nas exposições de todo o país. 

 
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