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por Carlos Keller Rio de Janeiro - RJ
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Esta é a última alba ainda famosa da dinastia da Cattleya Bow Bells. Como eu já expliquei aqui, por falta de matrizes albas e por não ser possível obter-se uma orquídea alba sem que as matrizes não sejam albas, os hibridadores foram obrigados a fazer retrocruzamentos para obterem melhoria na forma desses híbridos. Cruzando “filhos” com “pais” eles foram alargando as pétalas, dando melhor armação, maior labelo e por aí vai. A Cattleya Gertrude Hausermann foi registrada em 1964 pelo orquidófilo norte-americano Gene Hausermann, dono do Hausermann Orchids e ela é um cruzamento entre a Cattleya Empress Bells e o seu “pai”, a Cattleya Bow Bells. Uma vez que todas essas cattleyas são como eu disse, produto de retrocruzamentos, as orquídeas espécie que fazem parte da sua genealogia são as mesmas para todas. Elas são: Cattleya trianaei alba (31.25%), Cattleya gaskelliana alba (34.38%) e Cattleya mossiae alba (34.38%). Era tudo o que se tinha de alba de boa forma na época inicial. Este é o último “monstro sagrado” dos híbridos albos que se conhece. Depois dela surgiram outras, como a Cattleya Francis TC Au e a Cattleya Irmã Dulce, ambas tendo as mesmas matrizes espécie albas da dinastia Bow Bells na sua genealogia, mas com um ingrediente extra de Cattleya warneri alba, que foi uma orquídea espécie alba que surgiu depois das citadas acima. Posteriormente surgiu a Cattleya Sierra Blanca, uma alba fantástica, com várias novas matrizes espécie albas surgidas em cultivo. Esta também é uma alba excelente, que possui a aura de glamour e pureza das demais albas clássicas.
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