A orquídea é vista pelo orquidófilo mais como um “objetivo vivo de coleção”, que propriamente apenas como uma flor.
Cattleya Dolosa ‘Orquidário Paulista’ PDF Imprimir E-mail
Cattleya Dolosa Orquidario Paulista
Cattleya Dolosa Orquidario Paulista
Comprei esta C. Dolosa no Orquidário Paulista em abril de 2005. Era a divisão de uma planta selecionada por eles e que levava o nome do orquidário pela sua comprovada boa qualidade. Nos anos que se seguiram, a floração foi sempre robusta, mas as flores medíocres. Se eu não conhecesse a planta, talvez tivesse me desfeito dela. Dei à ela, no entanto, um voto de confiança e vejam com que maravilha de flores ela me brindou este ano. Acredito que a causa da melhora na qualidade da floração se deva à uma medida que tomei em relação ao orquidário. Fiz um puxado contíguo ao orquidário principal e só usei como cobertura o sombrite 50%, mais nada. O resto do orquidário está coberto, além do sombrite, com plástico agrícola leitoso. Mudei para essa nova área todas as Cattleya walkeriana, Cattleya nobilior e afins, além das Laelia anceps. Lá elas tomam sereno e recebem o frio da madrugada. Além da placa de peroba, essas plantas estavam no cachepot com sphagnum. Troquei o sphagnum por uma mistura de brita nº1 com quenga de côco, o que proporciona uma drenagem rápida da água das chuvas. A melhora em todas elas foi muito significativa e a robustez das raízes e pseudobulbos ficou bastante evidente. Descobri que um pouco de rusticidade para esse tipo de orquídea não faz mal algum. 

Carlos Keller
Rio de Janeiro - RJ
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