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por Carlos Keller Rio de Janeiro - RJ
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É sempre com muita frustração que eu tento reproduzir aqui através de fotos, a beleza desta magnífica orquídea. Por mais que eu tente, não consigo captar o brilho intenso e a textura aveludada da flor. Posso imaginar o impacto que a sua floração teve nos juízes da AOS, a ponto dela conquistar um FCC, o prêmio máximo dessa associação, apenas com 2 flores abertas! As flores são grandes e totalmente concolores. O vermelho carmim intenso e brilhante chega a ser fosforescente. Os juízes escreveram nas suas planilhas: “duas flores vermelho Borgonha com coloração notável”. A aparência aveludada é mais intensa no labelo, mas ela cobre toda a extensão da flor. Como pontos negativos, temos a folhagem desarrumada e baixa e as hastes florais curtas e fracas. Isso é influência da Sophronitis coccinea, que embora comparecendo em pequena proporção na sua genealogia, passa ao híbrido as suas características. Esta é uma planta que gosta de frio e vai bem em locais com muita luz, muita umidade ambiente e baixas temperaturas. Aqui onde cultivo as minhas orquídeas, o clima não faz com que este híbrido dê o melhor de si. A planta perde inclusive a resistência. Mostro aqui além da floração atual, uma foto de 2007, talvez mais fiel à aparência real da flor. Este é um cruzamento entre C. Leila Aronson e Pot. Red Lava e o híbrido foi registrado pelo Stewart Orchids dos USA em 1965. O clone ‘Crimson Triumph’ recebeu um FCC de 90 pontos quando foi exposto em Seattle, Washington, pelo conhecido orquidófilo William E. Farrell em 28 de janeiro de 1970.
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