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por Carlos Keller Rio de Janeiro - RJ
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Uma belezinha do Brasil. Eu que gosto muito das orquídeas do gênero Lycaste, mas não posso cultivá-las por conta do clima quente, tenho esta que está se dando bem aqui. Ela é nativa da Serra de São Vicente, local a 80km a sudeste de Cuiabá, onde vegeta como epífita. Quando surgem os botões as folhas começam a cair. Ficam então no alto dos pseudobulbos uns espinhos parecidos com um par de chifrinhos, que são muito perigosos ao manuseio. Eles cortam como uma navalha. As flores douradas tem cerca de 6cm de diâmetro e possuem pintas cor de ferrugem no labelo e nas pétalas. Planta pouco conhecida e com pouca bibliografia à respeito, ela é rara em cultivo. Esta espécie foi descrita por Rolfe em 1893 com o nome de Lycaste rossiana, nome que homenageia o coletor de orquídeas e naturalista inglês Ross, que fez suas coletas principalmente no México no início do século IXX. Posteriormente em 1898, o taxonomista João Barbosa Rodrigues a classificou como Lycaste rossiana var. mattogrossensis e finalmente como espécie individual, Lycaste mattogrossensis. Os dois últimos nomes para ela acima citados, portanto, são sinônimos. Depois da sua descrição, essa espécie esteve perdida por cerca de cem anos e só foi redescoberta no Mato Grosso recentemente. O exemplar da foto está plantado em um cachepot de madeira com substrato de sphagnum misturado com brita nº1.
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