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por Carlos Keller Rio de Janeiro - RJ
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Este híbrido é relativamente novo no Brasil e eu o adquiri na Itaorchids. É um híbrido feito pelos técnicos do Orquidário Dogashima do Japão e registrado pelo Fujii Orchids de Osaka em 1993. Até agora ele não foi julgado pela AOS e eu acho que ele mereceria com certeza um AM. No Japão o híbrido recebeu um BM/JOGA. A flor é grande e muito vistosa. O labelo é aveludado, herança da Laelia purpurata e o amarelo do seu interior é muito forte e chamativo, herança da Cattleya gigas. O flameado dessa vez não descende da Cattleya intermedia e sim da Cattleya trianaei, que na variedade mooreana possui um lindo pincelado nas pétalas. No híbrido, o flameado pode variar desde um risco, ou pincelado, até a uma mancha triangular muito bonita. Isso pode variar de floração para floração ou até em flores na mesma planta. Este é um híbrido complexo, cujas principais matrizes que compõe a sua genealogia são as cattleyas: dowiana (10.94%), trianaei (18.75%), mossiae (20.31%) e gigas (25%). Ainda temos C. labiata, warneri, schilleriana e luedemanniana. De Laelia, temos a purpurata e a pumila. O crespo do labelo é claro descende da Rhyncholaelia digbyana.
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