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por Carlos Keller Rio de Janeiro - RJ
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Todos os híbridos repolhões albos descendiam de três cattleyas espécie albas encontradas na natureza, as cattleyas: gaskelliana, mossiae e trianaei. Inicialmente foi cruzada a Cattleya gaskelliana alba com a Cattleya mossiae alba. Posteriormente encontrou-se na natureza uma Cattleya trianaei alba e a junção das três em proporções similares resultou na lendária Cattleya Bow Bells de 1945. De lá até os dias de hoje, cruzamentos e retrocruzamentos entre a Cattleya Bow Bells e seus descendentes e ascendentes vem mantendo a produção de híbridos albos de flor grande em todo o mundo. Em 1953 o orquidário Rivermont dos USA cruzou a Cattleya Bow Bells com a Cattleya Swan, introduzindo através desta última, uma pitada da recém chegada Cattleya warneri alba nesse tão fechado grupo. O resultado desse cruzamento foi a Cattleya Francis T C Au, que possui uma genealogia similar à C. Bow Bells, apenas com um acréscimo de 6.25% de Cattleya warneri. O orquidófilo brasileiro Sergio Barani, dono do Nobile Flores, cruzou a Cattleya Francis T C Au com a Cattleya Princess Bells, que é neta de pai e mãe da Cattleya Bow Bells e obteve em 1992 este híbrido da foto, a Cattleya Irmã Dulce. O acréscimo de Cattleya warneri ao grupo das três albas iniciais, resultou na perda da leveza e da pureza do branco côco das flores, passando estas a um branco leite, isto é, com um levíssimo tom amarelado. Por outro lado a Cattleya warneri trouxe flores ainda maiores e com mais substância, o que propiciou melhor armação e mais durabilidade. O amarelo do labelo também ficou mais forte, menos cor de limão e mais cor de gema de ovo. Flores muito grandes e com armação impecável são a característica dessa variante à linhagem da C. Bow Bells. O clone ‘Silver Moon’ é o melhor dentre todos deste híbrido.
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