Quem adquire uma orquídea deve cuidar dela o mais próximo possível de como ela vive ao natural. Portanto, plante-a de um modo que imite as próprias condições do seu habitat.
Lc. Chian-Tzy Mildcompton PDF Imprimir E-mail
por Carlos Keller
Rio de Janeiro - RJ
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Lc. Chian-Tzy Mildcompton
Lc. Chian-Tzy Mildcompton

Já mostrei aqui um híbrido entre Lc. Mildred Rives e Lc. Persepolis. Duas orquídeas clássicas, muito premiadas e excelentes matrizes. Hoje estou mostrando um cruzamento entre Lc. Mildred Rives e Lc. Shellie Compton, também duas matrizes fantásticas e amplamente usadas em hibridações. A praxe em cruzamentos, no entanto, é não se misturar grandes matrizes uma com a outra, como aqui foi feito. Além da mistura entre dois híbridos muito complexos gerar alta infertilidade nas sementes, o resultado por melhor que seja não passará de um híbrido meramente comercial, pois não se criará uma novidade. Esse tipo de cruzamento vem sendo praticado bastante nos orquidários de Taiwan. Para se criar uma novidade devemos cruzar um híbrido complexo com outro pouco complexo, ou melhor até, com uma orquídea espécie. Para citar um exemplo, o cruzamento entre Lc. Shellie Compton e Cattleya walkeriana resultou na Lc. Dorothy Oka, uma novidade muito interessante. As matrizes da orquídea da foto vêm de várias gerações de híbridos quase perfeitos tecnicamente. É difícil que o resultado de um cruzamento entre ambos encontre nos pais alguma característica indesejável para herdar e o resultado aí está, uma semi-alba com forma, substância cor e textura excelentes. Só o carisma não se herda e este híbrido apesar de belíssimo, em carisma, não supera os pais. Por outro lado, em facilidade de cultivo ele os supera de lonje. O híbrido da foto foi registrado pelo Chian-Tzy Orchids de Taiwan em 1998.

Msg.: 17/08/2009